A Seleção Brasileira se prepara para mais um desafio na Copa do Mundo de 2026, e desta vez o adversário traz uma conexão inesperada com a música brasileira. O Haiti, país caribenho que agora divide os gramados com a Canarinho, foi tema de uma das canções mais emblemáticas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Lançada em 1993, a música “Haiti” da dupla baiana não só trazia em seus versos a denúncia da violência policial no Rio de Janeiro, mas também citava o país que hoje se apresenta como adversário do Brasil no torneio da FIFA. A ironia histórica é palpável: o mesmo Haiti que serviu de inspiração para versos sobre racismo e exclusão social agora se encontra em campo com a Seleção Brasileira comandada por Dorival Júnior.
A inspiração para a canção, segundo informações do Terra, surgiu após Caetano Veloso e Gilberto Gil presenciarem uma cena de brutalidade policial contra pessoas em situação de rua no centro da capital fluminense. O refrão “O Haiti não é aqui” ressoava a ideia de que o Brasil, contrariando a percepção de muitos, compartilhava uma realidade de opressão similar à do país caribenho. Mais de três décadas após sua criação, a música adquire uma nova dimensão ao ser inserida no contexto esportivo, tecendo uma ligação surpreendente entre cultura, política e o universo do futebol.