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Curaçao segura Equador e conquista primeiro ponto histórico em Copas; 0 a 0 em jogo de poucas emoções

O placar de Equador 0 x 0 Curaçao, na tarde deste domingo (21), no Estádio Nacional de Quito, não reflete apenas a falta de gols. Para o Equador, de Gustavo Alfaro, o resultado tem sabor de pesadelo repetido — a mesma ineficiência ofensiva que custou caro em eliminatórias. Para Curaçao, de Guus Hiddink, o 0 a 0 é histórico: o primeiro ponto da pequena ilha caribenha em uma Copa do Mundo, conquistado com uma muralha defensiva e Eloy Room que igualou recordes. Na leitura do BolaMundo, foi um jogo do Equador que não soube furar o bloqueio e de Curaçao que escreveu seu nome na história com suor e organização tática.

O Grupo E, que ainda tem Holanda e Senegal, ganhou um novo capítulo de imprevisibilidade. Enquanto a Holanda é favorita ao primeiro lugar, o empate deixa Equador e Curaçao vivos, mas com caminhos opostos: os equatorianos precisam vencer Senegal para não depender de combinações; os curaçauenses sonham com uma classificação inédita às oitavas.

Como foi a partida

O jogo começou com o Equador dominando a posse de bola, como esperado. Aos 12 minutos, Enner Valencia teve a primeira chance clara, finalizando por cima após cruzamento de Ángel Mena. Curaçao, por sua vez, se fechava em um 4-5-1 compacto, com Leandro Bacuna e Juninho Bacuna protegendo a entrada da área. Aos 34, Pervis Estupiñán acertou a trave em um chute de fora da área. O primeiro tempo terminou com 68% de posse para o Equador, mas apenas duas finalizações no alvo.

Na segunda etapa, Alfaro tentou mudar o cenário: sacou Jhegson Méndez e colocou Michael Estrada. A pressão aumentou, mas Curaçao se segurou. Aos 67 minutos, Eloy Room fez uma defesa espetacular em cabeçada de Félix Torres, à queima-roupa. Aos 82, Gonzalo Plata carimbou a trave em um chute cruzado. Nos acréscimos, Curaçao ainda teve um susto: um escanteio equatoriano quase resultou em gol contra de Cuco Martina, mas Room salvou novamente. Placar final: 0 a 0.

Destaque da partida

Eloy Room de Curaçao, foi o nome do jogo. Com 10 defesas, igualou o recorde de defesas em uma partida de Copa do Mundo desde 1966 (ao lado de Tim Howard, em 2014). Room, de 35 anos, que atua no Columbus Crew (EUA), comandou a defesa com segurança, saiu bem do gol e ainda evitou o gol contra de Martina. Na leitura do BolaMundo, Room não apenas defendeu: ele deu a Curaçao a crença de que era possível segurar o resultado.

Análise tática

O Equador de Gustavo Alfaro repetiu o pecado das eliminatórias: muita posse de bola, mas pouca profundidade. O 4-3-3 inicial tinha Moisés Caicedo como cérebro, mas faltou movimentação sem bola. Enner Valencia, isolado, não conseguiu fazer o pivô contra os zagueiros de Curaçao. A entrada de Michael Estrada no segundo tempo deu mais presença de área, mas o Equador continuou dependente de chutes de fora e cruzamentos previsíveis. Curaçao, por sua vez, executou o plano de Guus Hiddink com perfeição: linhas baixas, transição rápida pelos lados (com Leandro Bacuna e Jarchinio Antonia) e, acima de tudo, disciplina tática. O 4-5-1 se transformava em um 5-4-1 sem a bola, com os pontas recuando para fechar os corredores. A única crítica: Curaçao não conseguiu segurar a bola no ataque para aliviar a pressão, mas, para Curaçao que buscava o ponto histórico, o plano funcionou.

Por que importa

Para Curaçao, o 0 a 0 é o maior resultado de sua história no futebol masculino. A seleção de Curaçao, que nunca havia pontuado em Copas, agora tem um ponto no Grupo E e ainda sonha com a classificação — precisaria vencer Senegal e torcer por um tropeço da Holanda contra o Equador. Para o Equador, o empate é um alerta: o Equador de Alfaro precisa vencer Senegal na próxima rodada para não depender de outros resultados. Uma derrota pode significar eliminação precoce, repetindo o fracasso de 2022, quando caiu na fase de grupos. A Holanda lidera o grupo com 3 pontos, seguida por Equador e Curaçao (1 ponto cada), e Senegal (0).

O que a imprensa diz

  • Trivela [PT]: “Equatorianos revivem pesadelo enquanto curaçauenses fazem história” — a publicação destaca a ineficiência ofensiva equatoriana e a solidez defensiva de Curaçao, que segurou o zero no placar com uma atuação heroica de Eloy Room. [Fonte: Trivela]
  • BBC Football [EN]: “Meet the record-equalling keeper who helped Curacao make history” — a BBC foca em Eloy Room, que igualou o recorde de defesas em uma partida de Copa, e como sua atuação deu a Curaçao o primeiro ponto em Mundiais. [Fonte: BBC]
  • Guardian Football [EN]: “Curaçao stand firm and claim historic first World Cup point against Ecuador” — o Guardian analisa a disciplina tática de Curaçao e como o plano de Guus Hiddink frustrou o Equador, que não conseguiu transformar posse em gols. [Fonte: Guardian]
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