Equipe de futebol em estádio, com jogador marcando gol no fundo e outro jogador sendo substituído.
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Espanha vence Uruguai com gol de Álex Baena e avança às oitavas; Celeste se complica na Copa

O Uruguai perdeu por 1 a 0 para a Espanha na noite deste sábado (27), em partida válida pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo FIFA 2026. O gol solitário de Álex Baena, aos 42 minutos do primeiro tempo, e a expulsão de Agustín Canobbio nos acréscimos finais selaram o destino da Celeste, que agora depende de uma combinação de resultados para avançar às oitavas de final. Na leitura do BolaMundo, a derrota expõe as limitações ofensivas do Uruguai e a frieza típica de uma Espanha que, mesmo sem brilhar, soube administrar o placar.

Com o resultado, a Espanha soma seis pontos e garante vaga antecipada no mata-mata, enquanto o Uruguai permanece com três pontos e vê a classificação escapar por entre os dedos. A partida, disputada em um estádio lotado na Ásia, teve momentos de tensão e uma arbitragem que não hesitou em mostrar o vermelho para Canobbio já nos acréscimos.

Como foi a partida

O primeiro tempo foi de estudo, com a Espanha controlando a posse de bola e o Uruguai apostando em transições rápidas. Aos 42 minutos, Marcos Llorente recebeu pela direita e cruzou na medida para Álex Baena, que, livre na entrada da área, finalizou com a perna direita no canto esquerdo, sem chances para a defesa uruguaia. O gol saiu em um momento de desatenção da defesa celeste, que não conseguiu fechar o espaço para Álex Baena.

Na segunda etapa, o Uruguai tentou pressionar, mas esbarrou na solidez defensiva da Espanha e na falta de criatividade no meio-campo. Aos 90+5 minutos, Agustín Canobbio foi expulso após uma entrada dura em meio a um contra-ataque espanhol, deixando a Celeste com um a menos nos minutos finais. A expulsão praticamente enterrou qualquer chance de reação uruguaia.

Destaque da partida

Álex Baena foi o nome do jogo. Álex Baena, do Villarreal, não apenas marcou o gol da vitória, mas também foi o principal articulador das jogadas ofensivas da Espanha, com passes precisos e movimentação inteligente. Pelo lado uruguaio, Federico Valverde tentou organizar o meio-campo, mas não teve apoio suficiente para furar o bloqueio espanhol.

Análise tática

Na leitura do BolaMundo, a Espanha repetiu a receita que a levou ao título em 2010: posse de bola paciente e paciência para encontrar o momento certo de atacar. O técnico Luis de la Fuente armou a Espanha com uma linha de quatro defensores e dois volantes de contenção, anulando as principais armas uruguaias — os contra-ataques pelos lados do campo. O Uruguai, por sua vez, pecou na transição defensiva: o gol de Baena nasceu de uma falha de marcação no setor direito, onde a defesa uruguaia não acompanhou o cruzamento de Llorente.

Ofensivamente, a Celeste dependeu demais de jogadas individuais de Darwin Núñez, que foi bem marcado pela dupla de zaga espanhola. A falta de criatividade no meio-campo uruguaio ficou evidente, e as substituições no segundo tempo não mudaram o panorama tático. A expulsão de Canobbio, aos 90+5, foi o reflexo do Uruguai, que se desesperou com o relógio.

Por que importa

A vitória coloca a Espanha na liderança isolada do Grupo C, com seis pontos, e garante a classificação antecipada para as oitavas de final. O Uruguai, com três pontos, cai para a segunda posição, mas ainda depende de um resultado favorável na última rodada — onde enfrentará a Coreia do Sul, enquanto a Espanha pega a Costa Rica. Uma derrota ou empate uruguaio, combinado com uma vitória costarriquenha sobre os espanhóis, pode eliminar a Celeste ainda na fase de grupos.

O que a imprensa diz

  • O jornal espanhol Marca destacou a “eficácia cirúrgica” de Álex Baena e classificou a atuação da Fúria como “sólida, sem sustos”. [Fonte: Marca]
  • No Uruguai, o El País criticou a falta de reação da Celeste no segundo tempo e apontou a expulsão de Canobbio como “símbolo da frustração uruguaia”. [Fonte: El País]
  • A ESPN Brasil analisou que o Uruguai “pagou caro pela apatia ofensiva” e que a classificação “agora é uma missão quase impossível”. [Fonte: ESPN Brasil]
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