Em uma noite para ser esquecida pelos torcedores norte-americanos, a Bélgica aplicou uma sonora goleada de 4 a 1 sobre os Estados Unidos, neste domingo (7), em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar elástico, construído com gols de Charles De Ketelaere (duas vezes), Hans Vanaken e Romelu Lukaku, escancarou as fragilidades táticas dos Estados Unidos e confirmou o favoritismo belga, que agora aguarda o vencedor de Argentina x México nas quartas de final.
Na leitura do BolaMundo, o que se viu em campo foi uma aula de futebol vertical e eficiente dos belgas, que transformaram cada erro da defesa adversária em gol. O placar de 1 a 4 não deixa dúvidas: a Bélgica foi superior do início ao fim, e a reação americana, com o gol de falta de Malik Tillman, durou apenas dois minutos.
Como foi a partida
O jogo começou com a Bélgica impondo seu ritmo. Aos 9 minutos, Charles De Ketelaere abriu o placar após assistência de Nicolas Raskin, finalizando de perto para o centro do gol. Os Estados Unidos sentiram o golpe, mas reagiram com personalidade: aos 31 minutos, Malik Tillman cobrou falta com perfeição, no ângulo, empatando a partida.
A alegria americana, no entanto, durou apenas dois minutos. Aos 33, Charles De Ketelaere marcou seu segundo gol, desta vez de cabeça, aproveitando cruzamento preciso de Leandro Trossard. A Bélgica foi para o intervalo com a vantagem moral e o controle do jogo.
No segundo tempo, o domínio belga se consolidou. Aos 57 minutos, Hans Vanaken acertou um chute de fora da área, sem chances para o goleiro Matt Turner, ampliando para 3 a 1. Já nos acréscimos, aos 90+3, Romelu Lukaku fechou a conta, em jogada iniciada por Vanaken, sacramentando a goleada.
Destaque da partida
Charles De Ketelaere foi, sem dúvida, o nome da noite. De Ketelaere marcou dois gols (aos 9 e 33 minutos), deu uma assistência para Hans Vanaken e foi uma constante dor de cabeça para a defesa dos Estados Unidos. Sua movimentação entre as linhas e capacidade de finalização foram os principais diferenciais da Bélgica.
Análise tática
Na leitura do BolaMundo, a Bélgica apresentou um nó tático que os Estados Unidos não conseguiu desatar. O técnico Domenico Tedesco montou um meio-campo com Hans Vanaken e Nicolas Raskin como volantes, mas com liberdade para avançar, enquanto De Ketelaere e Trossard flutuavam pelos lados, confundindo a marcação americana. A defesa dos Estados Unidos, desorganizada, deixou espaços que os belgas exploraram com precisão cirúrgica.
Pochettino tentou ajustes, mas a entrada de jogadores como Haji Wright e Brenden Aaronson não surtiu efeito. A Bélgica, por sua vez, controlou o jogo com a posse de bola e transições rápidas, algo que não se via desde a campanha de 2018. A ausência de um camisa 9 fixo não foi problema: a mobilidade de De Ketelaere e a presença de Lukaku no fim garantiram a eficiência ofensiva.
Por que importa
Com a vitória, a Bélgica avança às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, onde enfrentará o vencedor de Argentina x México. Para os Estados Unidos, a eliminação precoce em casa é um duro golpe no projeto de desenvolvimento do futebol local. Mauricio Pochettino, que assumiu os Estados Unidos com a missão de chegar longe, terá que lidar com as críticas e repensar a estrutura defensiva para o próximo ciclo.
O resultado também reacende o debate sobre a capacidade dos Estados Unidos de competir em alto nível contra seleções europeias tradicionais. A Bélgica, por outro lado, mostra que ainda tem fôlego para sonhar com o título, mesmo sem nomes como Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois.
O que a imprensa diz
- O site Trivela destacou que as apostas inesperadas de Domenico Tedesco premiaram a Bélgica e castigaram os donos da casa, citando a escalação de Charles De Ketelaere como peça-chave. [Trivela]
- Ainda segundo o Trivela, a atuação belga foi a maior desde 2018, superando a motivação extra que os Estados Unidos poderiam ter por conta de Folarin Balogun. [Trivela]
- O Terra Futebol repercutiu as declarações de Mauricio Pochettino, que destacou as lições a serem aprendidas após a eliminação, mas evitou apontar culpados individuais. [Terra Futebol]