quinta-feira, 17 de setembro
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Silhuetas de jogadores de futebol celebrando um gol em um estádio lotado à noite, com a torcida vibrando e o placar exibindo uma alta pontuação.
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Copa 2026: estudo aponta edição mais ofensiva da história

A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, tem tudo para ser a edição mais goleadora de todos os tempos. Um estudo do Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES) projeta que o torneio possa registrar a maior média de gols desde 1966. A principal razão para essa expectativa é a expansão do número de seleções participantes, que saltará de 32 para 48, com um novo formato de 16 grupos compostos por três times cada. Essa mudança tende a favorecer partidas mais abertas e com maior número de tentos.

Para a Seleção Brasileira, comandada por Dorival Júnior, o cenário é animador, visto que o DNA ofensivo sempre foi uma marca registrada do país. No entanto, será crucial ajustar a retaguarda para evitar surpresas contra adversários que, igualmente, apostarão em propostas mais agressivas.

Formato ampliado e evolução tática impulsionam ofensividade

O levantamento do CIES, divulgado pelo portal Terra, analisou dados históricos de Copas desde 1930, cruzando variáveis como número de participantes, regulamentos e tendências táticas. A conclusão aponta para uma tendência de placares mais elásticos e jogos menos truncados, especialmente com a inclusão de seleções de menor expressão enfrentando potências. A média de gols no Catar 2022 já foi a maior desde 1958, com 2,69 gols por partida. A expectativa para 2026 é superar a marca de 3,0 gols por jogo, algo não visto desde 1954.

O formato de três equipes por grupo é o grande motor dessa projeção. Com apenas duas partidas na fase inicial, em vez das habituais três, o espaço para erros diminui drasticamente. Isso força equipes como o Brasil a buscarem a vitória desde o primeiro minuto, transformando empates em resultados de alto risco. O CIES estima que 40% dos jogos da fase de grupos em 2026 terminarão com três ou mais gols, um aumento significativo em relação aos 28% registrados em 2022.

A evolução tática no futebol moderno também contribui para essa tendência. Treinadores já priorizam sistemas de jogo mais agressivos, com laterais avançados e meio-campistas que chegam à área. A Seleção Brasileira, sob o comando de Dorival Júnior, alinha-se a essa filosofia, com jogadores como Vinícius Júnior e Rodrygo tendo liberdade para atuar, enquanto Raphinha e Endrick exercem pressão na saída de bola adversária. O estudo do CIES destaca que seleções com ataque rápido e transições verticais terão vantagem sobre aquelas que focam em posse de bola sem a devida profundidade.

Oportunidades e desafios para o Brasil e seus rivais

A perspectiva de um torneio mais ofensivo é animadora para o torcedor brasileiro, mas também exige atenção. Embora o Brasil historicamente se destaque em jogos abertos, a defesa sob o comando de Dorival Júnior ainda gera questionamentos. Em amistosos recentes, a Seleção sofreu gols de adversários que souberam explorar os espaços deixados pela retaguarda. Em uma Copa com potencial para mais gols, cada falha defensiva pode ter um custo elevado.

O CIES alerta que outras potências, como Alemanha e Inglaterra, também se preparam para um cenário mais agressivo, intensificando treinos de finalização e contra-ataque. Além disso, a média de gols no segundo tempo do torneio pode aumentar em cerca de 15% em relação a 2022. Isso se deve, em parte, à redução no número de substituições permitidas – cinco em vez de seis. Consequentemente, a manutenção da intensidade ao longo dos 90 minutos será crucial, exigindo um banco de reservas robusto.

Jogadores como Gabriel Martinelli e João Pedro podem se tornar peças decisivas nos minutos finais, quando as defesas adversárias tendem a apresentar maior desgaste. A Copa de 2026 se configura não apenas como um torneio de ataque, mas também como um teste de resistência ofensiva.

A busca pelo título mais goleador da história

Caso as projeções do CIES se concretizem, a Copa de 2026 poderá superar até mesmo a edição de 1954, que detém o recorde de média de gols com 5,38 por partida. Naquela época, o futebol era menos tático e mais aberto. Atualmente, a combinação de preparação física de ponta e estratégias ofensivas aprimoradas pode recriar essa dinâmica em um novo patamar.

Para o Brasil, a chance de conquistar o hexacampeonato com um futebol vistoso é real. Contudo, o desafio reside em Dorival Júnior encontrar o equilíbrio ideal entre a vocação ofensiva e a solidez defensiva. O Mundial de 2026 promete ser um espetáculo de gols e emoções. Seleções como França e Argentina, com seus astros renomados, também devem se beneficiar do novo formato. Mas o Brasil, com sua tradição e um elenco jovem e promissor, tem potencial para ser o grande protagonista desta nova era. A confirmação dessa expectativa dependerá da capacidade da defesa em acompanhar o ritmo avassalador do ataque. Se esse equilíbrio for alcançado, a taça pode, sim, retornar para casa.

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