Na noite deste sábado, 12 de julho de 2026, a Argentina venceu a Suíça por 3 a 1, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no estádio que recebeu o confronto. O placar, construído com gols de Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez, não reflete o sofrimento argentino: a equipe de Lionel Scaloni viu a Suíça empatar na segunda etapa, ficou com um a mais após a expulsão de Breel Embolo e só resolveu o jogo na prorrogação, com um golaço de Álvarez e um gol de fast break de Lautaro. Na leitura do BolaMundo, foi uma vitória de sobrevivência, não de convencimento — mas que recoloca a Albiceleste no caminho de um possível bicampeonato.
O jogo começou com a Argentina dominante, mas o primeiro tempo terminou com apenas um gol de diferença. A Suíça, organizada e letal no contra-ataque, empatou com Dan Ndoye e só não virou porque Embolo foi expulso aos 72 minutos. A partir daí, a Argentina pressionou, mas só furou o bloqueio suíço nos minutos finais da prorrogação, com um chute de fora da área de Julián Álvarez e um gol de fast break de Lautaro Martínez. A classificação, porém, expõe fragilidades que Scaloni precisa corrigir antes das quartas de final.
Como foi a partida
A Argentina abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Lionel Messi cobrou falta da esquerda e encontrou Alexis Mac Allister livre na pequena área, que testou firme para o fundo das redes: Argentina 1 a 0. A Suíça respondeu com organização defensiva e saídas rápidas, mas só conseguiu o empate aos 67 minutos. Ricardo Rodríguez lançou Dan Ndoye, que dominou na esquerda e finalizou cruzado, no ângulo, sem chances para Emiliano Martínez: 1 a 1.
A virada suíça parecia possível, mas aos 72 minutos Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada dura em Enzo Fernández e foi expulso. Com um a mais, a Argentina passou a dominar a posse de bola, mas esbarrou na defesa suíça e nas boas defesas de Yann Sommer. O jogo foi para a prorrogação.
No segundo tempo da prorrogação, aos 112 minutos, Julián Álvarez recebeu de José Manuel López pela direita, cortou para o meio e soltou uma bomba de fora da área, no ângulo direito: Argentina 2 a 1. Já nos acréscimos, aos 120+1, Lautaro Martínez aproveitou um rápido contra-ataque puxado por Messi e finalizou cruzado, fechando o placar em 3 a 1.
Destaque da partida
Julián Álvarez foi o nome do jogo. Julián Álvarez, do Manchester City, não só marcou o gol da virada — um golaço de fora da área, com categoria e precisão — como também foi o mais incisivo da Argentina no ataque, mesmo quando a Argentina sofria para criar chances. Sua movimentação constante e capacidade de finalização foram decisivas para quebrar a resistência suíça. Lionel Messi, embora tenha dado a assistência no primeiro gol e participado do terceiro, esteve longe de sua melhor forma, errando passes e perdendo bolas em momentos críticos.
Análise tática
Na leitura do BolaMundo, a Argentina repetiu o problema crônico da fase de grupos: dificuldade para furar blocos baixos e dependência excessiva de Messi para criar jogadas. Scaloni escalou a Argentina no 4-3-3, com Mac Allister e Enzo Fernández no meio, mas a saída de bola foi lenta e previsível. A Suíça, no 4-4-2 compacto, anulou os espaços interiores e forçou a Argentina a cruzar bolas na área, onde a defesa suíça, liderada por Manuel Akanji, foi soberana.
Com a expulsão de Embolo, a Argentina passou a ter mais posse, mas faltou profundidade. A entrada de José Manuel López no segundo tempo da prorrogação deu mais mobilidade ao ataque, e foi dele a assistência para o gol de Álvarez. O gol de fast break de Lautaro Martínez, nos acréscimos, mostrou que a Argentina é letal em transições, mas precisa ser mais eficiente contra defesas fechadas. A Suíça, por sua vez, fez um jogo taticamente perfeito até a expulsão, explorando os contra-ataques com Ndoye e Vargas, mas a falta de opções no banco e a expulsão de Embolo comprometeram o plano.
Por que importa
A vitória coloca a Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo, onde enfrentará o vencedor de Portugal x Coreia do Sul. Para a Albiceleste, o resultado mantém vivo o sonho do bicampeonato, mas expõe fragilidades que podem ser fatais contra adversários mais fortes. A Suíça se despede do torneio com a cabeça erguida, após uma campanha sólida que incluiu a eliminação do Brasil na fase de grupos. Para Scaloni, o desafio é ajustar o meio-campo e encontrar alternativas ofensivas além de Messi e Álvarez.
O que a imprensa diz
- O site Trivela destacou que a Argentina venceu “longe de sua filosofia”, com um gol de Álvarez que “salvou a Argentina cansada” e que Messi “deu assistência, mas não brilhou”. [Trivela]
- A mesma fonte avaliou as notas da partida, com Julián Álvarez recebendo a maior nota, enquanto Messi ficou com avaliação mediana, abaixo do esperado para um jogo de mata-mata. [Trivela]
- O Terra Futebol repercutiu a reação de brasileiros nas redes sociais, que lamentaram a classificação argentina com frases como “Que dia de mer#@” e “noite para esquecer”, evidenciando a rivalidade e a frustração com a eliminação precoce do Brasil. [Terra Futebol]