quinta-feira, 17 de setembro
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Treino de futebol de clubes europeus após a Copa do Mundo, jogadores na grama e treinadores no banco.
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Quando os grandes clubes europeus voltam a jogar após a Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026 está chegando ao fim, mas o universo do futebol europeu já está em plena efervescência, com os gigantes do continente voltando a ativa para a temporada 2026/27. Clubes como Real Madrid e Barcelona, já em fase de pré-temporada com parte de seus elencos, aguardam o retorno dos jogadores que defenderam suas seleções no Mundial. A grande questão que paira no ar é: quando exatamente os principais times da Europa recomeçam suas jornadas competitivas?

Com o Mundial a poucos passos de sua conclusão, a elaboração do calendário europeu se transforma em um complexo quebra-cabeça logístico. Manchester United e Chelsea, por exemplo, já deram início aos treinos, ainda que desfalcados de peças importantes. Paris Saint-Germain e Arsenal também integram o seleto grupo de potências que precisam conciliar o retorno de seus atletas de ponta com os compromissos oficiais que se avizinham. A programação de amistosos e jogos iniciais já está delineada para a maioria, mas a realidade de cada elenco difere, especialmente para aqueles cujos jogadores alcançaram as fases derradeiras da Copa.

O intrincado processo de pré-temporada dos gigantes europeus

O Real Madrid, sob o comando de Carlo Ancelotti, já realizou seu primeiro amistoso contra o Milan, em 23 de julho, nos Estados Unidos. No entanto, craques como Vinícius Júnior e Rodrygo, ainda em atividade com a Seleção Brasileira, não participaram. O Barcelona, de Hansi Flick, enfrentou o Manchester City de Pep Guardiola em 30 de julho, também em solo americano, com jogadores como Lamine Yamal e Robert Lewandowski em campo. A disparidade no preparo físico entre os que já iniciaram a pré-temporada e os que retornam do Mundial é um ponto de atenção crucial para os técnicos.

O Manchester United, que mediu forças com o Arsenal em 27 de julho, na mesma turnê americana, também sentiu a falta de atletas fundamentais, como Bruno Fernandes e Diogo Dalot, convocados por suas respectivas seleções. O Chelsea, dirigido por Enzo Maresca, deu pontapé inicial em sua preparação contra o Wrexham em 24 de julho, utilizando um elenco mesclado. As estratégias divergem: alguns clubes optam por valorizar os jovens talentos da base, enquanto outros buscam integrar rapidamente os reforços recém-chegados.

O Paris Saint-Germain, que lamenta a saída de Kylian Mbappé para o Real Madrid, iniciou sua preparação com um amistoso contra o Sturm Graz em 17 de julho e se prepara para o Troféu dos Campeões contra o Monaco. A ausência de seus principais jogadores, como Ousmane Dembélé e Achraf Hakimi, que disputaram a Copa do Mundo, impõe a Luis Enrique a tarefa de testar novas formações e táticas antes do início do Campeonato Francês.

Implicações para o torcedor brasileiro no acompanhamento do futebol europeu

Para o fã brasileiro, o retorno dos clubes europeus sinaliza a volta dos jogos emocionantes transmitidos nas madrugadas e manhãs. A pré-temporada, mesmo sem valer pontos, serve como um termômetro crucial para avaliar o desempenho das equipes na Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1. A performance de brasileiros como Vini Jr., Raphinha e Gabriel Martinelli nesses amistosos pode indicar quem ocupará as posições de destaque no início da temporada.

Ademais, a janela de transferências permanece aberta, e os clubes utilizam a pré-temporada para avaliar novos reforços e negociar saídas. O Arsenal, por exemplo, monitora a situação de Victor Osimhen, enquanto o Barcelona busca um lateral-esquerdo para suprir a saída de Jordi Alba. Cada amistoso pode influenciar decisões importantes: um desempenho fraco pode acelerar uma contratação ou, inversamente, selar o destino de um jovem da base que almeja espaço.

Um risco latente na reta final da Copa do Mundo e no início da pré-temporada são as lesões. Com jogadores retornando de férias curtas após o torneio, o desgaste físico se torna elevado. Clubes como Manchester City e Liverpool já sofreram com perdas importantes em amistosos. Assim, a gestão cuidadosa dos minutos dos titulares será um dos maiores desafios para os treinadores nas primeiras rodadas das ligas nacionais.

A batalha pela forma física ideal: uma corrida que se inicia

O calendário apertado se configura como um potencial vilão na temporada 2026/27. Com a Copa do Mundo se estendendo até meados de julho, os jogadores que avançaram às fases finais terão, no máximo, três semanas de descanso antes de se reapresentarem aos seus clubes. Isso implica que equipes com forte presença de atletas na seleção finalista, como o Real Madrid e a própria França, podem iniciar a temporada com um ritmo de jogo abaixo do ideal.

A expectativa é de um aumento no número de rodízios de jogadores e de lesões musculares nas primeiras semanas de agosto. Clubes com elencos mais robustos e diversificados, como o Manchester City e o Bayern de Munique, tendem a ter uma vantagem competitiva. Em contrapartida, equipes que realizaram poucas contratações, a exemplo do Barcelona, podem enfrentar dificuldades para manter a performance em todas as frentes.

O futebol europeu não tira férias. Enquanto a Copa do Mundo ainda dita o ritmo, os departamentos de futebol dos grandes clubes já trabalham incansavelmente para mitigar os efeitos do calendário e otimizar o desempenho. A temporada 2026/27 promete ser uma das mais imprevisíveis dos últimos anos, e o torcedor brasileiro terá um leque ainda maior de atrações para acompanhar a partir de agora.

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