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Argentina e França desafiam recordes de gols do Brasil em Copas na edição de 2026

Lionel Messi e Kylian Mbappé encabeçam campanhas ofensivas notáveis na Copa do Mundo de 2026. A Argentina, comandada por Lionel Scaloni, marcou 17 gols em seis jogos, enquanto a França de Didier Deschamps soma 16 tentos na mesma quantidade de partidas. Estes números posicionam ambas as seleções perto de superar marcas históricas do Brasil, como os 19 gols registrados em 1950 e 1970, e os 18 de 2002. A possibilidade de quebrar esses recordes na semifinal ou na final do torneio é real.

O desempenho ofensivo não se destaca apenas pela quantidade, mas também pela eficiência. A Argentina ostenta uma média de 2,83 gols por jogo, e a França apresenta 2,67. Em comparação, o Brasil de 2002, tricampeão mundial, teve uma média de 2,57 gols por partida. Se mantiverem o ritmo, Messi e seus companheiros poderão encerrar a Copa com 21 ou 22 gols, um feito sem precedentes desde a Hungria de 1982.

A proximidade com os recordes brasileiros lança um alerta simbólico para os torcedores. Embora o Brasil seja o maior campeão da história com cinco títulos, seus rivais se aproximam de feitos ofensivos que antes pareciam inatingíveis. A Copa de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, pode ser a primeira em que uma seleção ultrapassa a marca de 20 gols em uma única edição.

Análise do poderio ofensivo de Argentina e França em 2026

A força ofensiva argentina é construída sobre um ataque coletivo e direto. Além de Messi, autor de cinco gols, jogadores como Julián Álvarez e Lautaro Martínez têm contribuído significativamente. A França, por sua vez, conta com a agilidade de Mbappé, artilheiro com seis gols, e a consistência de Antoine Griezmann e Olivier Giroud. Ambas as equipes demonstram mais de 60% de posse de bola e realizam cerca de 18 finalizações por partida.

Um aspecto notável é a eficiência nas finalizações. A Argentina converte 23% de suas chances claras em gol, e a França, 21%. Estes índices superam os do Brasil de 2002 (19%) e 1970 (18%), indicando não apenas volume, mas também qualidade na definição. Scaloni e Deschamps implementaram sistemas que favorecem finalizações de média distância e infiltrações pelas laterais.

A profundidade dos elencos também é um fator crucial. A Argentina utilizou 14 jogadores distintos para marcar seus 17 gols, enquanto a França contou com 12 goleadores. Essa diversidade dificulta a marcação adversária e explica a capacidade de ambas as equipes em manter o ritmo contra defesas sólidas.

Relevância dos números para o torcedor brasileiro

Para o torcedor brasileiro, a aproximação de Argentina e França aos recordes históricos do Brasil ressalta a ameaça à hegemonia ofensiva canarinha. O Brasil de 1950, com Ademir Menezes (9 gols), detém a maior média de gols por jogo em uma Copa (4,75), mas a marca de 19 gols totais pode ser superada nesta edição. A Argentina, caso chegue à final, tem potencial para atingir 21 ou 22 gols, algo nunca antes alcançado por uma seleção em uma única Copa.

Este cenário implica que a próxima geração de jogadores brasileiros precisará se adaptar a um contexto onde rivais históricos não apenas vencem, mas também estabelecem novos patamares ofensivos. A Seleção Brasileira atual busca consolidar um padrão ofensivo, enquanto Messi e Mbappé exemplificam a fusão de juventude e experiência em ataques letais.

O impacto se estende ao mercado. Jogadores como Julián Álvarez e Randal Kolo Muani veem seu valor de mercado aumentar com desempenhos históricos em Copas, elevando o custo para clubes brasileiros interessados em suas contratações.

A disputa por recordes ofensivos está em aberto

Com semifinais e uma possível final pela frente, Argentina e França estão posicionadas para reescrever a história dos ataques em Copas. Se a Argentina marcar mais quatro gols, superará os 19 do Brasil de 1950 e 1970. Cinco gols adicionais para a França também a colocariam à frente. O recorde absoluto de gols em uma edição (Hungria, 1982, com 15 gols) pode ser quebrado em breve, dada a expansão do torneio para 48 seleções e o aumento de jogos mais abertos.

A principal lição para o torcedor brasileiro é que o futebol ofensivo de elite não é mais exclusividade canarinha. Messi e Mbappé estão construindo legados que, em termos de números absolutos, podem superar os de lendas como Pelé, Ronaldo e Romário. A Copa de 2026 pode ser um divisor de águas, exigindo uma reação do Brasil para que seus recordes históricos não se tornem meras lembranças.

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