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Egito 1 x 1 Irã: VAR salva faraós no fim e classificação histórica é selada na Copa do Mundo

Em uma noite para entrar nos livros de história do futebol africano, o Egito empatou em 1 a 1 com o Irã nesta madrugada (27 de junho) e, pela primeira vez, avançou além da fase de grupos de uma Copa do Mundo. O placar no estádio lotado garantiu a vaga nas oitavas de final, coroando uma campanha de superação e um final dramático que exigiu a intervenção do VAR para confirmar o feito.

O jogo, válido pela terceira rodada do Grupo G, começou elétrico: Mahmoud Saber abriu o placar com um voleio aos 5 minutos, mas Ramin Rezaeian empatou aos 14. O Irã ainda teve a chance de virar com um pênalti, mas Mostafa Shobeir defendeu a cobrança de Mehdi Taremi. Nos acréscimos, um gol iraniano foi anulado pelo VAR, e o apito final desatou a festa egípcia.

Como foi a partida

O primeiro tempo foi um turbilhão de emoções. Logo aos 5 minutos, Trezeguet cruzou da esquerda e encontrou Mahmoud Saber livre na entrada da área. Mahmoud Saber, do Pyramids FC, dominou no peito e soltou uma bomba de canhota, no ângulo, sem chances para o Irã. Foi o primeiro gol de Saber em Copas, e um golaço digno de um momento histórico.

A reação do Irã foi imediata. Aos 11 minutos, o árbitro marcou pênalti após revisão no VAR por toque de mão na área egípcia. Mehdi Taremi, artilheiro da seleção persa, bateu colocado no canto direito, mas Mostafa Shobeir voou para fazer a defesa, mantendo a vantagem egípcia. Contudo, a alegria durou pouco: aos 14, Ramin Rezaeian aproveitou um rebote na pequena área após escanteio e, de primeira, estufou as redes: 1 a 1.

O restante do primeiro tempo foi de muita trocação, com ambas as seleções buscando o gol da vitória. O Irã teve mais posse, mas o Egito assustou em contra-ataques rápidos. No segundo tempo, o ritmo caiu, e o jogo ficou mais tenso, com faltas e cartões amarelos. Nos acréscimos, aos 47 minutos, o Irã marcou o que seria o gol da vitória em uma cobrança de falta, mas o VAR chamou o árbitro: o atacante Sardar Azmoun estava em posição de impedimento no lance. O gol foi anulado, e o empate histórico foi confirmado.

Destaque da partida

O grande nome da noite foi o goleiro Mostafa Shobeir. Herdeiro da camisa 1 do Egito, Mostafa Shobeir, de 24 anos, fez defesas decisivas, incluindo o pênalti cobrado por Mehdi Taremi no primeiro tempo. Além disso, mostrou segurança nas bolas aéreas e nos chutes de longa distância, sendo o principal responsável por manter o placar favorável ao Egito nos momentos de pressão iraniana. Na leitura do BolaMundo, Shobeir não apenas defendeu, mas liderou a defesa com personalidade, algo raro para a pouca idade em Copas.

Análise tática

O Egito definiu sua estratégia para explorar os contra-ataques, com Trezeguet e Mahmoud Saber abertos e velocidade para puxar as transições. O gol de Saber nasceu exatamente de um movimento de ruptura: Trezeguet puxou a marcação para a linha de fundo e cruzou para Mahmoud Saber chegar batendo de primeira. A defesa egípcia, no entanto, mostrou fragilidade nas bolas paradas — o gol de Ramin Rezaeian veio de um escanteio mal afastado.

O Irã, por sua vez, dominou a posse de bola (cerca de 60%) e pressionou a saída de bola egípcia, mas pecou na finalização. A dependência de Mehdi Taremi ficou evidente: quando ele perdeu o pênalti, o Irã perdeu a confiança. O Irã tentou corrigir com a entrada de Sardar Azmoun no segundo tempo, mas o impedimento no gol anulado mostrou falta de sincronia no ataque. Na leitura do BolaMundo, o Egito foi mais eficiente nos momentos decisivos, enquanto o Irã pagou caro pela ansiedade.

Por que importa

Com o empate, o Egito soma 5 pontos e garante a segunda vaga do Grupo G, atrás da Bélgica, que goleou na outra partida e ficou com a primeira posição. É a primeira vez que a seleção egípcia avança para as oitavas de final em uma Copa do Mundo, superando a barreira da fase de grupos que durava desde 1934. Para o Irã, a eliminação precoce é um duro golpe, especialmente após a campanha consistente nas eliminatórias asiáticas.

O feito histórico coloca o Egito no mapa das surpresas da Copa de 2026. Nas oitavas, os faraós enfrentarão o segundo colocado do Grupo H, que pode ser Portugal ou Uruguai. A expectativa é de um jogo ainda mais difícil, mas a confiança do Egito está em alta. Para o futebol africano, a classificação egípcia é um marco de representatividade e prova de que o continente pode brigar de igual para igual.

O que a imprensa diz

  • Terra Futebol [PT] destacou que o Egito “levou sufoco do Irã no fim, mas segurou empate e vai além da fase de grupos na Copa pela 1ª vez”, ressaltando a resiliência defensiva do Egito.
  • Terra Futebol [PT] também enfatizou o papel do VAR, que “salvou o Egito no fim” ao anular o gol de Azmoun, garantindo a vaga histórica.
  • Terra Esportes [PT] contextualizou a classificação no Grupo G, lembrando que a Bélgica goleou e passou em primeiro, enquanto o Egito “segurou o Irã e avançou” com um ponto heroico.
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