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Egito empata com Irã em jogo louco e avança; gol anulado no fim adia decisão

O Egito carimbou sua passagem para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mesmo com Mohamed Salah em uma atuação discreta. Em um confronto eletrizante no Estádio Internacional de Yokohama, a seleção egípcia empatou em 1 a 1 com o Irã, que teve um gol de Mehdi Taremi anulado pelo VAR nos acréscimos, adiando sua própria decisão para a última rodada.

O duelo começou em ritmo alucinante. Aos 5 minutos, o volante Marwan Attia abriu o placar para o Egito, aproveitando um rebote na área. A resposta iraniana foi quase instantânea: aos 12, Sardar Azmoun recebeu um cruzamento preciso de Milad Mohammadi e empatou de cabeça. Dali em diante, a partida virou um intenso cabo de guerra, com oportunidades para ambos os lados e a tensão inerente a um confronto decisivo.

A etapa final reservou ainda mais drama. O Irã quase virou o placar em um pênalti, mas o goleiro Mohamed El Shenawy defendeu a batida de Alireza Jahanbakhsh. Nos acréscimos, quando o empate parecia selado, Taremi balançou as redes, causando euforia iraniana. Contudo, o VAR interveio, identificando um impedimento milimétrico na origem da jogada, e o gol foi anulado. Placar final: 1 a 1, festa egípcia e um amargo desfecho para os comandados de Amir Ghalenoei.

O Xadrez Tático que Selou a Classificação Egípcia

A estratégia de Rui Vitória foi transparente: ceder a posse de bola ao Irã e explorar os contra-ataques com a velocidade de Omar Marmoush e Mostafa Mohamed. Essa tática funcionou parcialmente. O Egito finalizou apenas 4 vezes, mas foi cirúrgico em uma delas. A defesa egípcia, sob a liderança de Mohamed Abdelmonem, resistiu à intensa pressão iraniana, que registrou 62% de posse de bola e 14 finalizações.

O calcanhar de Aquiles do plano egípcio, contudo, foi a exposição defensiva nas laterais. Os defensores Mohamed Hany e Ahmed Fatouh tiveram dificuldades com as investidas de Mohammadi e Ramin Rezaeian, cujos cruzamentos buscavam insistentemente Azmoun e Taremi. A história do jogo poderia ter sido reescrita se o Irã tivesse convertido o pênalti, mas a defesa crucial de El Shenawy se tornou o verdadeiro ponto de virada emocional da partida.

Para o Irã, a performance indicou uma evolução tática notável, mas evidenciou uma fragilidade crucial: a ineficiência nas finalizações em momentos-chave. Jahanbakhsh, ao desperdiçar o pênalti, e Azmoun, com um gol anulado por impedimento ainda no primeiro tempo, tiveram a chance de alterar o destino do placar. A equipe de Ghalenoei dominou, mas falhou em ‘matar o jogo’ — e o castigo chegou com o gol anulado nos acréscimos.

Implicações do Empate para Egito e Irã na Copa

Para os fãs da Copa do Mundo, o empate redesenha a configuração do grupo. O Egito, agora com 5 pontos, assegura sua vaga nas oitavas de final, independentemente do desfecho contra a Seleção Brasileira na última rodada. O Irã, com 2 pontos, enfrenta um cenário mais complexo: precisa vencer o Canadá e torcer por um tropeço brasileiro para sonhar com a classificação.

O Irã, por sua vez, exibe uma crítica dependência de Taremi e Azmoun. Apesar do bom desempenho da dupla, a capacidade de criação de jogadas pelo meio-campo é limitada. O meia Saeid Ezatolahi não conseguiu romper o bloqueio egípcio, e as chances mais promissoras surgiram apenas pelos cruzamentos. Contra um Canadá que provavelmente jogará fechado, a ausência de um articulador criativo pode ser decisiva.

Em contraste, o Egito apresenta um padrão de jogo capaz de surpreender nas fases eliminatórias. Rui Vitória arquitetou uma equipe defensivamente sólida e letal nos contra-ataques. Salah, mesmo sem o protagonismo direto, cumpre seu papel ao atrair a marcação, liberando espaços para a velocidade de Marmoush e a chegada de Attia. Se a solidez defensiva for mantida, o Egito pode se transformar em um adversário incômodo para qualquer favorito.

Próximos Passos: Última Rodada e Perspectivas Futuras

A última rodada do grupo está repleta de expectativas. O Irã enfrentará o Canadá em um confronto de ‘vida ou morte’, enquanto o Egito medirá forças com o Brasil em um embate que decidirá a liderança da chave. Para os iranianos, a meta é cristalina: vencer e, depois, torcer. Para os egípcios, o desafio será testar sua resiliência contra uma potência como a Seleção Brasileira.

A performance do Irã, embora promissora, reiterou a necessidade de maior eficiência. Ghalenoei precisará refinar a pontaria e a tomada de decisão ofensiva. O Egito, já classificado, pode optar por poupar Salah e outros pilares, mas Rui Vitória terá o desafio de equilibrar o descanso dos atletas com a manutenção do ritmo competitivo para as oitavas.

O gol anulado de Taremi se inscreverá na memória como o instante decisivo para o destino de ambas as seleções. Enquanto o Egito festeja a classificação antecipada, o Irã lamenta a frustração de um resultado que esteve a segundos de ser seu. A Copa do Mundo de 2026 segue imprevisível, e a última rodada do grupo, sem dúvida, trará ainda mais reviravoltas.

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