Zlatan Ibrahimovic, ex-atacante sueco e hoje comentarista da Fox Sports, não poupou críticas à Seleção Francesa após o duelo contra o Paraguai pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em sua análise, o sueco afirmou que a França teve enorme dificuldade para superar a retranca paraguaia e que, se estivesse em campo, teria sido expulso diante da intensidade física imposta pelos sul-americanos. A declaração pegou em cheio o técnico Didier Deschamps e expõe um problema tático que pode custar caro aos franceses na sequência do torneio.
A partida, realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi marcada por um Paraguai agressivo, que apostou em provocações constantes e entradas duras para desestabilizar o favorito europeu. Kylian Mbappé, principal estrela francesa, foi caçado em campo e pouco conseguiu produzir. Ibrahimovic, conhecido por seu estilo explosivo, disse que a arbitragem foi permissiva e que, em sua época, o jogo teria terminado com pelo menos três cartões vermelhos.
A declaração do sueco reacende o debate sobre o preparo mental da França para jogos de alta pressão. Enquanto o Paraguai se comportou como um time de guerra, os franceses pareceram hesitantes, errando passes e perdendo duelos individuais. Para Ibrahimovic, a atitude paraguaia foi exemplar e expôs uma fragilidade que a França precisa corrigir antes de enfrentar seleções mais organizadas.
O que a análise de Ibrahimovic revela sobre o estilo de jogo do Paraguai
Ibrahimovic destacou que o Paraguai, sob o comando do técnico Guillermo Barros Schelotto, transformou o jogo em uma batalha psicológica. O ex-atacante sueco, que enfrentou defesas fechadas por anos na Serie A e na Ligue 1, afirmou que a França não soube lidar com a marcação individualizada e a pressão constante sobre os portadores da bola. “O Paraguai não veio para jogar futebol bonito, veio para vencer. E quase conseguiu”, disse Ibrahimovic, segundo a Fox Sports.
O ponto central da crítica de Ibrahimovic é a falta de reação da França diante do jogo físico. Enquanto Antoine Griezmann tentava articular jogadas, era derrubado sem que a arbitragem interviesse. O sueco lembrou que, em Copas do Mundo passadas, times como a Alemanha e o Brasil sabiam impor seu ritmo mesmo contra adversários violentos. Já a França de Deschamps pareceu perdida, sem um plano B para quebrar a retranca.
Outro ponto levantado por Ibrahimovic foi a atuação do atacante Randal Kolo Muani, que entrou no segundo tempo e pouco acrescentou. Para o sueco, a falta de um centroavante de área deixou a França previsível. O Paraguai, por sua vez, soube explorar os contra-ataques com Miguel Almirón e quase abriu o placar em duas oportunidades.
Por que a declaração de Ibrahimovic importa para o torcedor brasileiro
Para o torcedor brasileiro, a análise de Ibrahimovic é um alerta sobre o que a Seleção Brasileira pode enfrentar nas fases finais da Copa. O Paraguai mostrou que é possível neutralizar um favorito com disciplina tática e agressividade controlada. Se o Brasil, sob o comando de Dorival Júnior, encontrar um adversário com a mesma postura, precisará de mais criatividade do que a França apresentou.
Além disso, a declaração do sueco reforça a importância de ter jogadores experientes em campo. Enquanto a França apostou em jovens, o Paraguai contou com veteranos que souberam controlar o ritmo do jogo. Para o Brasil, que tem Neymar e Casemiro como referências, o recado é claro: experiência em Copas não se compra.
Outro ponto que ecoa no futebol brasileiro é a questão da arbitragem. Ibrahimovic criticou abertamente o árbitro Wilton Sampaio, que, segundo ele, foi conivente com a violência paraguaia. No Brasil, onde a arbitragem é frequentemente questionada, a fala do sueco encontra eco. Se a CBF não preparar seus jogadores para lidar com jogos físicos, o Brasil pode sofrer o mesmo destino da França.
O que esperar da França e do Paraguai nos próximos jogos da Copa
A França de Deschamps terá pouco tempo para ajustar a postura antes das quartas de final. Se mantiver o mesmo desempenho, corre o risco de ser eliminada por uma seleção mais organizada. Ibrahimovic sugeriu que Deschamps precisa escalar um time mais agressivo, com Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni como dupla de volantes, para dar mais proteção à defesa.
Já o Paraguai, mesmo eliminado, sai da Copa com a moral elevada. A atuação contra a França mostrou que o futebol sul-americano ainda pode competir de igual para igual com as potências europeias, desde que haja planejamento e entrega. Para o torcedor brasileiro, a lição é clara: subestimar adversários como o Paraguai pode custar caro. A Copa do Mundo está longe de ser decidida, e a França que Ibrahimovic criticou precisa mostrar serviço se quiser levantar a taça.