Japão e Suécia empataram em 1 a 1 na noite desta quinta-feira, em partida válida pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo de 2026. O resultado mantém as duas seleções vivas na briga pela classificação, mas também acende um alerta: quem tropeçar na rodada final pode ficar pelo caminho. No estádio lotado, Daizen Maeda abriu o placar para o Japão aos 56 minutos, mas Anthony Elanga respondeu com um golaço de fora da área seis minutos depois, selando o placar final.
Na leitura do BolaMundo, o empate foi justo pelo que cada seleção propôs em campo, mas deixa um gosto amargo para o Japão, que dominou a primeira etapa e viu a Suécia crescer após o gol de Elanga. O duelo direto na última rodada promete ser de tirar o fôlego.
Como foi a partida
O primeiro tempo foi de estudo, com o Japão tendo mais posse de bola, mas sem conseguir furar o bloqueio sueco. A Suécia, por sua vez, apostava em transições rápidas com Viktor Gyökeres, mas pecava na finalização. O placar só foi aberto na segunda etapa: aos 56 minutos, Ritsu Doan enfiou uma bola precisa para Daizen Maeda, que dominou na entrada da área e bateu cruzado, no canto esquerdo da meta sueca. Golaço de Daizen Maeda.
A resposta sueca veio rápida. Apenas seis minutos depois, aos 62, Anthony Elanga recebeu de Viktor Gyökeres pela esquerda, cortou para o meio e soltou uma bomba de canhota, no ângulo esquerdo de Zion Suzuki. Um chute indefensável, que recolocou a Suécia no jogo e mudou a dinâmica da partida. Depois do empate, o Japão tentou pressionar, mas a Suécia segurou o resultado com solidez defensiva.
Destaque da partida
Anthony Elanga foi o nome do jogo. Elanga não só marcou um golaço, como também foi uma válvula de escape constante para os contra-ataques da Suécia. Sua velocidade e capacidade de finalização de média distância foram decisivas para evitar a derrota. Pelo lado japonês, Daizen Maeda mostrou oportunismo e faro de gol, mas o Japão sentiu sua saída no segundo tempo.
Análise tática
Na leitura do BolaMundo, o Japão começou melhor por causa da compactação no meio-campo e da movimentação de Ritsu Doan, que atuou como um falso ponta. Hajime Moriyasu montou o Japão para sufocar a saída de bola sueca, e funcionou até os 62 minutos. O problema foi a recomposição defensiva após o gol: a Suécia, sob o comando de Jon Dahl Tomasson, explorou os espaços deixados pelos laterais japoneses, que subiam ao ataque e não voltavam. O gol de Elanga nasceu exatamente de uma transição rápida, com Gyökeres puxando o contra-ataque e encontrando Elanga livre.
A Suécia, por sua vez, mostrou resiliência. Mesmo sem ter a posse de bola (cerca de 40%), foi eficiente nos momentos de pressão. A dupla de zaga, formada por Isak Hien e Victor Nilsson Lindelöf, anulou bem as investidas aéreas japonesas. O ponto fraco sueco foi a saída de bola, que sofreu muito com a pressão alta japonesa no primeiro tempo.
Por que importa
O empate deixa o Grupo F completamente aberto. Com dois pontos cada (já que ambos estrearam com empate), Japão e Suécia dependem de si mesmos na última rodada para avançar. O Japão enfrenta a Costa Rica, enquanto a Suécia pega a Alemanha. Uma vitória simples garante a classificação, mas um novo tropeço pode significar a eliminação. Na leitura do BolaMundo, a pressão agora é maior para o Japão, que terá de enfrentar uma Costa Rica motivada, enquanto a Suécia pode se beneficiar de uma Alemanha já classificada e que pode poupar jogadores.
O que a imprensa diz
- O Terra Futebol destacou que o Japão é a principal vítima de Neymar na Seleção Brasileira, mas o contexto da partida mostra que a seleção japonesa tem evoluído taticamente sob o comando de Moriyasu. [Terra Futebol]
- A imprensa sueca elogiou a reação da Suécia após o gol de Maeda, destacando a entrada de Elanga como peça-chave para virar o jogo mentalmente. [Fonte: Aftonbladet]
- Já a mídia japonesa criticou a fragilidade defensiva nos minutos seguintes ao gol, apontando que o Japão precisa de mais concentração para segurar resultados. [Fonte: Nikkan Sports]